Ceará ganha espaço na expansão do mercado financeiro no Nordeste

Região ultrapassou o Sul e alcançou R$ 60,5 bilhões em patrimônio sob gestão
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Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Nordeste ultrapassou o Sul e alcançou R$ 60,5 bilhões em patrimônio sob gestão no primeiro semestre de 2026. A região cresceu 9,4%, enquanto o mercado nacional recuou 1,9%, segundo a Anbima. Fundada no Ceará, a Aplix Capital acompanha a expansão do setor e informa ter mais de R$ 2,6 bilhões sob custódia.

O Nordeste ultrapassou o Sul e se tornou a segunda região brasileira em volume de patrimônio sob gestão, atrás apenas do Sudeste. No primeiro semestre de 2026, o montante administrado por gestores de patrimônio na região chegou a R$ 60,5 bilhões, um crescimento de 9,4% em relação ao fim de 2025. Os dados foram divulgados em 30 de setembro pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

O desempenho nordestino contrasta com o cenário nacional. No mesmo período, o volume total administrado por gestores de patrimônio no Brasil recuou 1,9%, encerrando o semestre em R$ 533,3 bilhões. O resultado coloca o Nordeste em posição de destaque em um mercado historicamente concentrado no Sudeste.

Nordeste avança enquanto mercado nacional recua

De acordo com a Anbima, o Sudeste permanece na liderança nacional, com R$ 407,5 bilhões sob gestão, apesar da redução de 3,5% no primeiro semestre. O Sul registrou R$ 55,9 bilhões, após queda de 1,2%.

Já o Nordeste apresentou crescimento de 9,4%, consolidando a segunda posição entre as regiões brasileiras. O Norte também avançou, com alta de 19,4%, mas mantém um volume significativamente menor, de R$ 3,7 bilhões.

O levantamento aponta ainda mudanças no perfil do setor. O número de carteiras administradas no país cresceu 13,5%, chegando a 38.537, enquanto o total de clientes atendidos por gestores de patrimônio aumentou 9,4%, alcançando 40.043.

Empresa cearense amplia atuação nacional

Fundada no Ceará, a Aplix Capital afirma ter seguido uma trajetória de expansão do Nordeste para o Sudeste, em sentido contrário ao caminho tradicional de crescimento de empresas do mercado financeiro, historicamente concentradas em São Paulo. Segundo a companhia, seu volume de ativos sob custódia supera R$ 2,6 bilhões, e sua atuação já se estende ao Sudeste.

Para o CEO Felipe Romcy, a origem regional não representa um impedimento à construção de negócios de alcance nacional.

“Construir uma trajetória no sentido inverso mostra que a capacidade de desenvolver negócios competitivos não está restrita a uma localização geográfica. O conhecimento do mercado regional, aliado a uma visão estratégica de longo prazo, pode ser um diferencial para conquistar novos espaços e construir relações duradouras com os clientes”, afirma.

A Aplix informa que adota um modelo de remuneração por honorários fixos, conhecido como fee fixo. Segundo a empresa, a proposta busca oferecer maior transparência sobre os custos dos serviços e alinhar seus interesses aos dos clientes.

A expansão de empresas ocorre em um cenário de maior participação regional na gestão de patrimônio, embora o Sudeste continue concentrando a maior parte dos recursos administrados no país.

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