O que são as ‘brigadas eleitorais’ para proteger candidatas nas eleições de 2026, propostas por Cármen Lúcia

Ministra Cármen Lúcia, do STF, durante aula magna na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Foto: Divulgação/Secom UFRGS

Cármen Lúcia defendeu a criação de brigadas eleitorais para proteger candidatas mulheres nas eleições de 2026. A proposta foi inspirada na lógica da Patrulha Maria da Penha, com resposta rápida em casos de ameaça ou violência. A ideia surge em meio ao debate sobre violência política de gênero e segurança de mulheres em campanha.

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, defendeu a criação de “brigadas eleitorais” para candidatas mulheres já nas eleições de 2026. A proposta foi apresentada durante aula magna na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em palestra sobre violência contra a mulher. Segundo a ministra, a ideia é criar um mecanismo de resposta rápida para situações de ameaça ou agressão contra mulheres em campanha.

Ao explicar a proposta, Cármen Lúcia fez uma comparação direta com a Patrulha Maria da Penha, estrutura já existente para acompanhamento de mulheres com medidas protetivas. “Que nós criemos também brigadas eleitorais para as candidatas mulheres, porque, se a gente não criar, vamos ter cada vez mais violência sendo praticada”, afirmou. Ela acrescentou que a inspiração vem da experiência de proteção emergencial já usada em casos de violência doméstica.

O que seriam essas brigadas

A proposta ainda não foi formalizada como norma eleitoral nem detalhada em resolução do TSE. Pelo que a ministra descreveu, a ideia seria montar uma estrutura semelhante às redes de proteção acionadas em casos de violência contra a mulher, para atuar diante de episódios de violência política de gênero, ameaças ou intimidação contra candidatas durante a campanha.

Na prática, o conceito remete a um modelo de atendimento rápido e preventivo, com acionamento imediato diante de risco, para evitar agravamento da situação. Isso é semelhante ao funcionamento da Patrulha Maria da Penha no Rio Grande do Sul, que acompanha mulheres com medidas protetivas, realiza visitas de fiscalização e monitora o cumprimento dessas medidas para tentar interromper o ciclo da violência.

O que é a Patrulha Maria da Penha

No Rio Grande do Sul, a Patrulha Maria da Penha é executada pela Brigada Militar e atua após o deferimento de medida protetiva de urgência. O programa faz visitas periódicas às vítimas, fiscaliza o cumprimento das restrições impostas ao agressor e integra a rede de atendimento à mulher em situação de violência.

Segundo informações oficiais, a patrulha funciona como instrumento de prevenção e de acompanhamento no pós-delito.

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