A Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), em parceria com o Sebrae, desenvolve há quase dois anos um programa de Fertilização in Vitro (FIV) voltado à melhoria genética do rebanho bovino leiteiro no Ceará. A iniciativa utiliza embriões de reprodutores de alta linhagem e tem como meta acrescentar 500 mil litros de leite por dia à produção estadual.
O programa está em execução nos municípios de Milhã, Solonópole, Senador Pompeu, Independência e Cedro, com previsão de expansão para outras regiões. Os resultados iniciais indicam um salto significativo de produtividade: a média diária de pequenos produtores, antes estimada em 6,6 litros por vaca, passou a variar entre 20 e 30 litros após a adoção da tecnologia.
Segundo o presidente da Faec, Amílcar Silveira, o foco é democratizar o acesso à inovação genética. “Estamos com foco nos produtores que têm de 10 a 30 vacas receptoras, nas quais se introduz o embrião. O beneficiário paga apenas 30% do custo da fertilização, cabendo à Faec e ao Sebrae os 70% restantes”, afirma. Atualmente, o programa entrega cerca de duas mil prenhezes por ano e registrou taxa de prenhez de 41% em 2025.
No município de Cedro, a estratégia ganhou reforço com um programa municipal de transferência de embriões bovinos, que prevê até 1.000 procedimentos em vacas leiteiras de pequenos, médios e grandes produtores. A iniciativa busca elevar produtividade, qualidade do leite e renda no campo, ampliando o impacto regional da política de melhoramento genético.
Combinando subsídio, assistência técnica e tecnologia de ponta, a FIV se consolida como uma das principais apostas para fortalecer a pecuária leiteira cearense, aumentar a eficiência produtiva e promover inclusão econômica no meio rural.