Evandro lança Observatório Climático na COP30 e mira protagonismo na agenda ambiental

O sistema reúne dados de diferentes fontes, permitindo monitorar temperatura, umidade, vento, pluviometria e ilhas de calor
Pavilhão da COP 30, em Belém
O lançamento ocorreu na COP 30, em Belém. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O prefeito Evandro Leitão lançou na COP30 o Observatório de Riscos Climáticos de Fortaleza, plataforma desenvolvida pelo Ipplan para monitorar, em tempo real, dados como temperatura, umidade e ilhas de calor. O sistema integra informações de vários órgãos e orientará ações de prevenção a enchentes e mitigação do calor extremo. Com o lançamento, Fortaleza se projeta no debate global sobre resiliência urbana e justiça climática, fortalecendo sua imagem de liderança ambiental no Nordeste.

O prefeito Evandro Leitão aproveitou a vitrine internacional da COP30, nesta terça-feira (11), para lançar o Observatório de Riscos Climáticos de Fortaleza — uma plataforma georreferenciada que promete subsidiar a gestão municipal na resposta aos efeitos das mudanças climáticas.

Idealizado e desenvolvido pelo Ipplan Fortaleza, o sistema reúne dados de diferentes fontes — Defesa Civil, Secretaria da Conservação e Serviços Públicos e a Parceria para Cidades Saudáveis —, permitindo monitorar, em tempo real, temperatura, umidade, vento, pluviometria e ilhas de calor.

“Estamos lançando o Observatório de Riscos Climáticos, que monitora a sensação térmica e outros indicadores em áreas estratégicas. Os dados vão orientar ações para mitigar o calor na cidade, assim como melhorar o tempo de resposta da Defesa Civil e outros órgãos”, disse Evandro Leitão.

Tecnologia e prevenção

A ferramenta faz parte da Política Municipal de Mudança do Clima, instituída em setembro, e vem acompanhada de medidas como o aumento em 38% das áreas verdes na revisão do Plano Diretor e o reforço na limpeza de rios e canais para evitar alagamentos.

Segundo o presidente do Ipplan, Artur Bruno, o projeto traduz o esforço da gestão em transformar o discurso climático em ação:

“Para que Fortaleza avance na resposta à crise climática, é imprescindível conhecer a fundo seus riscos e vulnerabilidades. Somente assim é possível formular políticas públicas robustas e orientar investimentos”, pontuou.

Um observatório e uma vitrine política

O lançamento na COP 30, em Belém, coloca Fortaleza no debate global sobre resfriamento urbano — durante o painel “Mutirão contra o Calor Extremo”, promovido pelo PNUMA — Evandro se apresenta como um gestor afinado com a agenda ambiental, de olho em recursos internacionais e visibilidade nacional.

Mais do que um painel de dados, o Observatório é uma plataforma de governança sobre a tentativa de planejar a cidade com base em evidências, algo ainda raro nas capitais brasileiras. A integração de informações sobre áreas de risco, limpeza urbana e estações meteorológicas cria um mapa dinâmico do impacto climático sobre a população — e reforça o discurso de justiça climática, ao priorizar os territórios mais vulneráveis.

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