PF desarticula esquema de família que fraudou cartões de crédito da Caixa

Operação 'Cartão Família' cumpriu mandados em Fortaleza; prejuízo confirmado foi de mais de R$ 637 mil
Operação da Polícia Federal
O esquema utilizava dados e documentos falsos de terceiros para a emissão de 336 cartões de crédito entre janeiro e abril de 2024. Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou a Operação Cartão Família para desarticular um esquema criminoso que fraudava a contratação de cartões de crédito da Caixa Econômica Federal. A investigação identificou a emissão de 336 cartões fraudulentos, causando um prejuízo de mais de R$ 637 mil ao banco. Os investigados, que usavam dados falsos de terceiros e um núcleo familiar para cometer os crimes, podem responder por estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal (PF) deflagrou em Fortaleza, na manhã desta sexta-feira (29), a Operação Cartão Família, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa compostas por pessoas de uma mesma família que fraudava a contratação de cartões de crédito da Caixa Econômica Federal.

A investigação, iniciada a partir de uma denúncia da Centralizadora de Segurança em Cartão de Crédito (CECAC) da Caixa, identificou a emissão irregular de cartões e movimentações atípicas, que resultaram em um prejuízo de mais de R$ 637 mil para o banco.

O esquema utilizava dados e documentos falsos de terceiros para a emissão de 336 cartões de crédito entre janeiro e abril de 2024. As investigações revelaram que o núcleo central da organização, que se baseava em um grupo familiar, alterava dados cadastrais para direcionar os cartões a um endereço específico, onde eram recebidos e desbloqueados.

Provas e possíveis crimes

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão na residência dos investigados, a Polícia Federal apreendeu diversos itens que confirmam as suspeitas, como celulares, chips, documentos de terceiros, cartões de crédito e cheques bancários.

O material apreendido reforça a tese de que o grupo familiar se utilizava de dados de terceiros para a contratação fraudulenta dos cartões, com o intuito de realizar compras em estabelecimentos comerciais.

Os investigados poderão responder por crimes como estelionato contra a Caixa Econômica Federal, associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso e, eventualmente, lavagem de dinheiro.

Se somadas, as penas máximas para esses crimes podem ultrapassar 30 anos de reclusão. As investigações continuam com a análise do material apreendido para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

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