O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou na última semana a abertura de um inquérito para apurar ameaças feitas nas redes sociais contra o também ministro da Corte, Flávio Dino. A investigação foi solicitada pela Polícia Federal, que suspeita de envolvimento de “milícias digitais” no caso.
Ameaças após voto sobre tentativa de golpe
Segundo a decisão, as ameaças se intensificaram após Flávio Dino votar pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros réus no julgamento da ação que apura uma tentativa de golpe de Estado.
Moraes classificou as mensagens como “graves”, com potencial de risco à vida e à integridade física do ministro.
A Polícia Federal afirmou que os ataques virtuais partem de perfis ligados a grupos organizados que atuam em campanhas de desinformação e ataques contra autoridades, com histórico desde o período do governo Bolsonaro.
Plataformas devem fornecer dados de suspeitos
Além da instauração do inquérito, Alexandre de Moraes determinou que as plataformas Meta (responsável por Facebook e Instagram), TikTok e YouTube entreguem, em até 48 horas, os dados cadastrais de 50 perfis identificados como autores das ameaças.
Clima de tensão política
A medida do STF ocorre em meio a um cenário de aumento da violência política no país. Recentemente, uma mulher foi indiciada pela Polícia Federal após tentar agredir Flávio Dino durante um voo. Ela responderá por injúria e incitação ao crime.