OAB-CE, Conselho Federal e seccionais se unem contra projetos que aumentam carga tributária

As propostas preveem aumento na carga tributária para pessoas jurídicas
Homem fazendo cálculos
Foto: Freepik

A OAB Ceará assinou nota conjunta com o CFOAB e outras seccionais contra projetos que aumentam a carga tributária de empresas. A entidade defende que a correção do IRPF não justifica onerar profissionais e empresas. A OAB promete atuar, inclusive judicialmente, para evitar retrocessos.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Ceará (OAB-CE) aderiu a uma nota pública conjunta com o Conselho Federal da OAB (CFOAB) e as demais 26 seccionais estaduais para manifestar posição contrária aos projetos de lei 1.087/2025 e 1.952/2019, que tramitam no Congresso Nacional.

As propostas preveem aumento na carga tributária para pessoas jurídicas, o que, segundo a entidade, representa um risco à economia e ao exercício profissional.

A presidente da OAB-CE, Christiane Leitão, é uma das signatárias do documento, que alerta para o impacto negativo de novos tributos, especialmente após a recente reforma tributária que já trouxe mudanças significativas para vários setores.

Embora apoie a correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física e a isenção para quem ganha até R$ 5 mil, a Ordem reforça que tais medidas não podem servir de justificativa para penalizar empresas e profissionais liberais.

“A OAB está sempre atenta, através da Comissão Especial de Direito Tributário do CFOAB, presidida pela professora Misabel Derzi, e já está tomando a frente e buscando antecipar o possível aumento da carga tributária, deixando claro em parecer que esse ônus não pode ser suportado pela sociedade. Perceba que a OAB está agindo com seu papel social, não apenas em prol da categoria, mas de toda a sociedade brasileira”, destacou o presidente da Comissão de Direito Tributário da OAB-CE, Hamilton Sobreira.

A nota também destaca que a entidade está mobilizada para enfrentar possíveis retrocessos, inclusive por via judicial, a fim de evitar que os projetos resultem em aumento de encargos para a população e para o setor produtivo.

Veja também